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viva SUASSUNA

 

Uma linha do tempo com textos, fotos e vídeos que documentam a vida, a obra e a luta política de Ariano Suassuna.

A pesquisa o apresenta a partir de suas três faces: o indivíduo, pai de seis filhos, casado toda a vida com a mesma mulher, Zélia de Andrade Lima; o artista, conhecido do público pelas suas histórias fantásticas; e o militante socialista, que encerrou sua carreira como presidente de honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Manter viva a memória do socialismo brasileiro é missão da Fundação João Mangabeira (FJM).

passarinho
FJM PNG

03 de Março de 2016.

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O artista plástico Manuel Suassuna, filho de Ariano, produz em seu ateliê diversas peças inspiradas na arte do pai. Esses trabalhos oriundos da coleção personifica a exposição Em Nome do Pai.

É como se eu estivesse com ele. E prestando contas, dizendo: ‘pai, aqui está’.[1]

24 de janeiro de 2015

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O Sport Club do Recife (Leão) homenageou um de seus mais ilustres torcedores, Ariano Suassuna, com um amistoso internacional, que abriu a temporada de jogos e valeu uma taça que levou o mesmo nome do escritor.  Na Arena Pernambuco, o Leão enfrentou o Nacional do Uruguai.

“A taça homenageia os 60 anos do Auto da Compadecida, uma das obras mais populares do meu pai. Na confecção do troféu, os desenhos utilizados são dele e foram extraídos de iluminogravuras contidas no álbum Sonetos de

05 de junho de 2015

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Ariano Suassuna foi homenageado da XIX Feira Pan-Amazônica do Livro. [1]

29 de abril de 2015

Na sessão da Assembleia Legislativa da Paraíba – ALPB, foi votado e rejeitado o projeto de lei de autoria do deputado Jeová Campos do PSB, denominando de Palácio da Redenção ‘Ariano Suassuna’ a sede do Poder Executivo Estadual. [1]

08 de abril de 2015

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O artista plástico Manuel Suassuna, filho de Ariano, produz em seu ateliê diversas peças inspiradas na arte do pai. Esses trabalhos oriundos da coleção personifica a exposição Em Nome do Pai.

É como se eu estivesse com ele. E prestando contas, dizendo: ‘pai, aqui está’. [1]

14 de março de 2015

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A Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa (OSMJP) abriu a temporada 2015 de concertos com uma homenagem ao escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna. [1]

12 de março de 2015

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Do dia 12 de março até 9 de abril, a Cia Entreato fez turnê pela Zona Norte do Rio com o espetáculo Romanceiro Popular – Uma Homenagem a Ariano Suassuna. [1]

30 de dezembro de 2014

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O Teatro Arraial, localizado em Pernambuco, passou a se chamar Teatro Arraial Ariano Suassuna.

21 de agosto de 2014

A série, da Rede Globo, A Grande Família produziu um episódio especial em homenagem a Ariano Suassuna. No episódio O Automóvel da Compadecida, Agostinho (Pedro Cardoso) sofre um grave acidente e corre risco de morte, o taxista vai parar em um julgamento divino para decidir o destino de sua alma. Marco Nanini (Lineu) interpretará o diabo, enquanto Marieta Severo (Nenê) será Maria e Tuco fará o papel de Jesus. [1]

O homem nasceu para a imortalidade. A morte foi um acidente de percurso. Mas depois que eu me tornei pai e avô, descobri que a família é quase uma imortalidade, porque é uma continuidade. [Ariano Suassuna]

23 de julho de 2014

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Vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) o escritor tem o seu encontro com a Compadecida.

Daqui de cima, porém, o que vejo agora é a tripla face, do Paraíso, Purgatório e Inferno, do Sertão.

[SUASSUNA, 20122, p. 25]

2014

Desde 1981 Ariano Suassuna escreve a coletânea considerada por ele mesmo como “a síntese de toda a obra”. Em 2014 anunciou ter completado o primeiro volume, num total de de sete, “O jumento sedutor” da coletânea que se chamará “Alumiara”. [1]

Então, o espectador, que se prepare para acompanhar as páginas que vão se agigantar revelando – para seguir a Revelação -, numa plena realização Estética, Social Religiosa e Profana, tudo isso que reunido forma a prosa literária. [2]

05 de novembro de 2013

Foi homenageado na 21º edição da Campanha Paixão de Ler: Vozes do Nordeste, Identidade, Memória e Contemporaneidade. [1]

2013

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Sua mais famosa obra Auto da Compadecida foi o tema da escola de samba Pérola Negra, em São Paulo:

Vai contagiar, meu circo vem lá do sertão
Irreverente, alegra a gente, me apaixonei
Não sei… Só sei que foi assim
O enterro do cão rezado em latim
O gato descome o que nunca comeu
O padeiro traído se compadeceu. [1]

18 de março de 2013

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Eduardo  Campos o homenageia com Ordem do Mérito dos Guararapes[1]

2013

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Foi homenageado pelo Sport, seu time do coração, através do novo uniforme do time. [1]

Dizem que sou rubro-negro doente, mas não. Sou rubro-negro saudável. Doentes são os torcedores de outros times, que não sabem escolher.   [2]

2013

É internado, em Recife, após infartar duas vezes e sofrer um aneurisma.

21 de novembro de 2012

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Recebeu Grande-Colar do Mérito 2012 do Tribunal de Contas da União (TCU). [1]

2012

Foi indicado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal para o Nobel de Literatura. [1]

Uma expressão filosófica que consegue transpor as limitações temporais e de gerações, conseguindo atingir todos os públicos e transportar-se pelos mais diversos e modernos meios de comunicação. [2]

02 de dezembro de 2011

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Tomou posse como Presidente de Honra do PSB, no XII Congresso Nacional do PSB:

Sou um contador de história, e esse é um cargo político de muita honra. Nesta oportunidade, encerro a minha vida política neste cargo. [1]

10 de junho de 2010

Recebeu o título Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará, concedido em 2006.

2010

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Tornou-se secretário-chefe da Assessoria Especial do Governo Eduardo Campos. [1]

Considero Eduardo Campos o político mais brilhante que já conheci. Ele é de uma capacidade de articulação que você não pode imaginar. Outra coisa: é paciente, é obstinado. Ele tem todas as qualidades de um político. Eu digo sempre: um político tem que ser astucioso, principalmente se ele for boa pessoa. Porque senão ele cai –não faz safadeza, mas cai na mão dos que fazem. [2]

2008

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Foi tema de enredo da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista:

Cavaleiros dos sertões
A mostrar em tradições
A luta do bem e do mal, herança medieval
Ecoa a voz do Nordeste
Povo guerreiro cabra da peste
Patrimônio cultural
E fez – se então o armorial
Segue o romanceiro tão feliz
Desbravando esse pais
Ao preconceito disse não
Se é de igual pra igual
Vou sacudir geral
Suassuna és imortal

23 de agosto de 2007

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Apresentou uma aula-espetáculo durante o evento de comemoração dos 60 anos do Partido Socialista Brasileiro – PSB, que ocorreu em Brasília durante os dias 23,24 e 25 de agosto. [1]

2007

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Ao Brasil está destinado o sonho mais belo que já foi dado a uma nação pra realizar, a efetivação de um regime político no qual pela primeira vez na atormentada história humana se fundisse a justiça e a liberdade isso pra mim é que é o socialismo e é pra aí q eu caminho e é pra aí q eu espero que o meu partido PSB caminhe (…) Eu procuro ser um realista esperançoso eu sei que é muito difícil realizar o sonho socialista que é o meu de muito tempo mas sei também que é possível realizar. [1]

 

2007

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Em homenagem aos 80 anos do escritor, o diretor Luiz Fernando de Carvalho transforma o romance da Pedra do Reino em uma série de 5 capítulos.

Tudo o que coloquei no romance tava lá. Eu tive a impressão que o público, por causa do sucesso de Auto da Compadecida, esperava uma outra Compadecida…. Mas é completamente diferente. Não tem a leveza da comédia, a maior parte é dramática. [1]

2007

Assumiu, novamente, a pasta da Secretaria de Cultura de Pernambuco, no governo Eduardo Campos.  [1]                       

Participou do Programa Político do PSB junto com Fagner.

14 de dezembro de 2006

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Participou da homenagem aos 90 anos de Miguel Arraes, promovido pela Fundação João Mangabeira – FJM e pela Universidade de Pernambuco – UFPE. [1]

2006

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Foi candidato ao Senado como suplente de Jorge Gomes. Caso fossem eleitos avisou que:

[Jorge Gomes] não tem o direito de renunciar ou morrer. [1]

2005

Doutor Honoris Causa, Universidade Federal Rural de Pernambuco – PE

Doutor Honoris Causa, Universidade de Passo Fundo – RS

2004

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Com o apoio da Academia Brasileira de Letras – ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. [1]

29 de junho de 2002

Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba.

2002

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Foi tema de enredo no carnaval carioca na escola de samba Império Serrano – Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino: Ariano Suassuna. Fez 2 exigências, uma que nenhum componente saísse totalmente nú, e, a segunda, que o seu filho Dantas Suassuna (artista plástico) supervisionasse o desfile.

Hoje o Império é a voz da razão
Onde reina a paz e a união
E é muito mais que uma paixão
Sou imperador… Lá do sertão

09 de outubro de 2000

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Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras, cujo patrono é Raul Campelo Machado, sendo recepcionado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira. [1]

2000

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Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. [1]

1999

O pesquisador Carlos Newton Jr. organiza a antologia Poemas com versos de Ariano. [1]

1999

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A peça Auto da Compadecida foi adaptada para a televisão, para uma minissérie da Emissora Rede Globo em quatro capítulos. [1]

1998

O livro O Pasto Incendiado foi publicado pela Editora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

[SUASSUNA, 2012, p. 17]

1998

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Participou da gravação do CD A Poesia Viva de Ariano Suassuna. [1]

1997

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A peça A História de Amor de Romeu e Julieta é publicada no caderno Mais! do jornal Folha de São Paulo. [1]

1996

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Ariano iniciou a série Grande Cantoria, que consiste na apresentação da aula-espetáculo reunindo violeiros e repentistas. [1]

1995

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Assumiu a Secretaria Estadual de Cultura no governo de Miguel Arraes, onde permaneceu até 1998. As aulas-espetáculo se tornaram mais frequentes e virou um projeto para difusão da cultura pernambucana pelo Brasil. [1]

Doutor Arraes, eu estou com um medo tão grande (…) basta a pessoa exercer um cargo público, para ficar sob suspeita (…) Não que vão achar que sou ladrão, mas tenho medo que roubem sem eu saber.”

[Fundação João Mangabeira (FJM), 2007]

1995

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Tornou-se professor Emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). [1]

1995

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A peça A Farsa da Boa Preguiça é adaptada para a televisão.

[SUASSUNA, 2012, p. 15]

1994

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Publicou Fernando e Isaura.

[SUASSUNA, 2014, p. 187]

1994

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Aposentou-se como professor.

1993

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O romance A Pedra do Reino vira festa na cidade pernambucana de São José do Belmonte: é uma cavalgada em que os participantes usam trajes como os descritos no romance. [1]

1993

Foi eleito para a cadeira nº 18 da Academia Pernambucana de Letras. [1]

 

09 de agosto de 1990

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Tomou posse na Academia Brasileira de Letras – ABL, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o Barão de Santo Ângelo. Foi recebido pelo acadêmico Marcos Vilaça e foi sucedido por Zuenir Ventura. [1]

Eu sempre soube que, se entrasse para a Academia Brasileira, cumpriria os rituais. Mas queria que, no meu caso, a posse se identificasse o mais possível com os rituais do Brasil real. [2]

06 de agosto de 1989

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Se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

(…) quando eu dizia que os partidos precisavam ter alguma coisa das antigas ordens religiosas, e o único que eu via nessa linha era o PT. Nesse tempo o Dr. [Miguel] Arraes não tinha entrado no PSB – o PSB era uma academia de letras, não tinha eficácia política nenhuma. Quando Dr. Arraes veio me procurar, eu disse a ele que entrasse no PSB. (…) Agora, quando ele entrou no PSB, aí eu entrei – nunca tinha entrado num partido político. [1]

03 de agosto de 1989

Foi eleito o sexto ocupante da Cadeira nº 32, da Academia Brasileira de Letras – ABL, na sucessão de Genolino Amado. Só tomou posse no ano seguinte. [1]

1987

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Escreveu a peça As Conchambranças de Quaderna. Estreou, no mesmo ano, no Teatro Waldemar de Oliveira, Recife. [1]

1987

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Foi adaptada para a televisão a peça Auto da Compadecida –  “Os Trapalhões no Auto da Compadecida”, com Renato Aragão e Dedé Santana interpretando João Grilo e Chicó, respectivamente. A adaptação foi feita pelo próprio autor e pelo diretor, Roberto Farias.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 131]

1985

Publicou Sonetos de Albano Cervonegro (poesia), edição manuscrita com iluminogravuras feitas pelo próprio autor. [1]

1980

Publicou edição manuscrita com iluminogravuras feitas pelo próprio autor de Sonetos com Mote Alheio (poesia). [1]

1977

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Publicou o ensaio Iniciação à Estética.

1976

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Escreveu o livro História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão –  Ao Sol da Onça Caetana, classificado pelo autor de “romance armorial-popular brasileiro”.

Quando lancei ‘O Rei Degolado’, mas ficou incompleto. O livro teria cinco partes como A Pedra do Reino. Mas eu só escrevi duas e só publiquei uma, a primeira, que se chama ‘Ao Sol da Onça Caetana’. [1]                                 

É publicado na forma de folhetim As infâncias de Quaderna, no Diário de Pernambuco.

[SUASSUNA, 2014,

1976

Defendeu, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas – UFPE,  a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira.

1975

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Foi nomeado como Secretário de Educação e Cultura de Recife.

1974

Um escritor é um mentiroso: A Pedra do Reino, 630 páginas, nado do que tem lá é verdade, tudo mentira! Agora, que eu me ocupe em contar aquela mentira descomunal, ainda vá, porque tem doido pra todo tipo de coisa! Agora, ter quem edite e ter quem compre, quem leia e quem ainda vá estudar, como Idelette…

[SUASSUNA, 2007, p. 31]

1974

Foi defendida na Sorbonne a dissertação Le Roman de Chévalerie et son Interprétation par um Écrivain Brésilien Contemporain: A Pedra do Reino, que tinha como tema a obra de Ariano Suassuna, defendida por Idelette Muzart.

[SUASSUNA, 2012, p. 15]

1974

Aliás, a Seleta é único dos meus livros que tem, inclusive, poesia, que é uma face da minha personalidade à qual ninguém dá importância, mas eu dou. Eu acho que a fonte profunda de tudo o que eu escrevo, inclusive do teatro, do romance, é a poesia. [1]

1974

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Publicou Farsa da Boa PreguiçaSeleta em Prosa e Verso e Ferros do Cariri, uma heráldica sertaneja.

1973

Recebeu o Prêmio de Ficção conferido pelo Ministério de Educação e Cultura pelo livro A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

[SUASSUNA, 2012, p. 15]

1971

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Publicado A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, que foi concluído no ano anterior. Este venceu o Prêmio Nacional de Ficção do Instituto Nacional do Livro.  [1]

O romance se inicia na década de 1930, na Paraíba. A narrativa, construída de forma não linear, usa o recurso dos flash-backs para retornar aos acontecimentos que culminaram no episódio do massacre de Pedra Bonita, interior da Paraíba, no século 19. [2]

18 de outubro de 1970

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Lançou o “Movimento Armorial” com o concerto Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial e com uma exposição de gravura, pintura e escultura.

A grande força da arte popular é que ela expressa aquilo que o povo vê e o que o povo sente.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 82]

1969

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Adaptação para o cinema da peça Auto da Compadecida, cujo titulo foi A Compadecida, foi dirigida por George Jonas, o figurino foi desenhado por Francisco Brennand, a cenografia foi da arquiteta Lina Bo Bardi, a adaptação foi feita por Ariano Suassuna e George Jonas. Armando Bógus viveu o João Grilo, Antônio Fagundes o Chicó e Regina Duarte a Nossa Senhora. [1]

1969

A peça A Pena e a Lei foi premiada no Festival Latino –Americano de Teatro, no Chile.

[SUASSUNA, 2012, p. 15]

1969

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Foi nomeado diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), permaneceu no cargo até 1974.

[SUASSUNA, 2012, p. 14 e 15]

1969

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Enquanto diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE convocou Capiba, Guerra Peixe, Cussy de Almeida, Jarbas Maciel e Clóvis Pereira para procurar uma música erudita nordestina e, que compusesse o Movimento Armorial, junto com o seu teatro, com a pintura de Brennand, com a gravura de Gilvan Samico, o romance de Maximiniano Campos e a poesia de Janice Japiassu, Deborah Brennand, Angelo Monteiro e Marcus Acciolly.

1968

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Foi membro fundador do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, permanecendo no cargo até 1972. [1]

1967

Completou uma década como professor da Universidade Federal de Pernambuco, onde lecionou Teoria do Teatro, Estética e Literatura Brasileira, no Centro de Artes e Comunicação. Além de História da Cultura Brasileira no mestrado em História da UFPE.

1967

Auxiliou na fundação do Conselho Federal de Cultura. Em fevereiro de 1967, participaram da composição do Conselho Federal de Cultura: Afonso Arinos, Ariano Suassuna, Arthur Reis, Augusto Meyer, Cassiano Ricardo, Gilberto Freire, Hélio Viana, João Guimarães Rosa, José Cândido de Andrade Muricy, Josué Montello, D. Marcos Barbosa, Manuel Diegues Junior, Moysés Vellinho, Pedro Calmon, Rachel de Queiroz, Raymundo de Castro Maia, Roberto Burle Marx, Rodrigo Mello Franco, entre outros. [1]

1965

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A primeira tradução do Auto da Compadecida foi publicada na Espanha.

[SUASSUNA, 2014, p. 186]

1964

Publicou, pela Editora da Universidade Federal de Pernambuco, as peças Uma Mulher Vestida de Sol e O Santo e a Porca.

1961

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Escreveu A Caseira e a Catarina e foi encenada pelo Teatro Popular do Nordeste.

[SUASSUNA, 2014, p. 186]

1960

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Formou-se em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco.

1960

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Escreveu a Farsa da Boa Preguiça, peça em três atos escrita a partir de O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, mas só a publicou em 1974.

[SUASSUNA, 2012, p. 14]

1959

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A Pena e a Lei (teatro), foi premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Recebeu pelo segundo ano consecutivo os prêmios Vânia Souto Carvalho e Samuel conferidos pela Associação de Cronistas Teatrais de Pernambuco.

1958

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A peça Auto da Compadecida recebeu medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos teatrais.

Ariano Suassuna foi considerado o Melhor Autor Nacional de Comédia pela Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura do Distrito federal (Rio de Janeiro).

Recebeu o prêmio Vânia Souto Carvalho e o Prêmio Samuel ambos conferidos pela Associação de Cronistas Teatrais de Pernambuco.

[SUASSUNA, 2012, p. 13]

1958

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Ingressou no curso de filosofia.

[SUASSUNA, 2014, p. 186]

1957

Ariano Suassuna ganhou medalha de ouro por O Santo e a Porca (teatro) da Associação Paulista de Críticos Teatrais. [1]

1957

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Foi encenada a peça O Casamento Suspeitoso (teatro), em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso com direção de Hermilo Borba Filho. [1]

1957

Auto da Compadecida foi encenado no I Festival de Amadores Nacionais, no Rio de Janeiro, e ganha a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. [1]

A gente não esperava aquela explosão toda, foi uma grande surpresa. Quando terminamos a apresentação, o público subiu nas cadeiras de madeira. Todos batiam os pés com vigor, fazendo muito barulho (…) Eu não pensava nunca que o Auto da Compadecida, um dia saísse do Recife.

[VICTOR; LINS, 2007 , p. 73]

19 de janeiro de 1957

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Casou-se com Zélia, com quem teve 6 filhos – Joaquim, Maria, Manuel, Isabel, Mariana e Ana e mais 13 netos.

Ela é a grande figura da minha vida.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 66]

11 de setembro de 1956

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O livro Auto da compadecida foi adaptado pela primeira vez e é encenado no Teatro de Santa Isabel, pelo Teatro Adolescente do Recife, e teve direção de Clênio Wanderley.

[SUASSUNA, 2014, p. 186]

Na segunda noite, só conseguimos ocupar um quarto do teatro. A terceira apresentação foi suspensa. Não tivemos público.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 73]

1956

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Tornou-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco.

1956

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Escreveu A História de Amor de Fernando e Isaura (Romance).

1955

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Ao lado de Gastão de Holanda, José Laurênio de Melo e Aloísio Magalhães, montou uma sociedade editorial que imprimiu cerca de trinta livros em sete anos. Neste mesmo período, escreveu Ode, que veio a se tornar o primeiro impresso da sociedade O Gráfico Amador. [1]

1955

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Escreveu a peça em três atos Auto da Compadecida (teatro), esta obra o projetou para todo o país.

Ao escrever esta peça, onde combate o mundanismo, praga de sua igreja, o autor quis ser representado por um palhaço, para indicar que sabe, mais do que ninguém, que sua alma é um velho catre, cheio de insensatez e de solércia.

[SUASSUNA, 2014, p. 18]

1954

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Ariano desistiu da carreira na advocacia, literalmente queimando seus livros de direito.

Percebi que precisava deixar o direito exatamente quando comecei a ganhar dinheiro com a profissão. Vi que, aos 50 anos, seria uma advogado rico e totalmente infeliz.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 69 e 70]

1954

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Escreveu O Rico Avarento, em um ato, baseado em uma peça de mamulengo. [1]

1953

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Escreve O Castigo da Soberba, em um ato e baseado na literatura de cordel.

1952

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De volta a Recife procura seu amigo, jurista e professor Murilo Guimarães, com o objetivo de trabalhar em seu escritório de advocacia.

1952

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Escreve a peça O Arco Desolado que recebe menção honrosa no Concurso do IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954.

1951

Escreveu e montou a peça Torturas de um Coração ou Em Boca Fechada Não Entra Mosquito, peça que marca sua estreia no gênero cômico. [SUASSUNA, 2014, p. 186].

1950

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Voltou para Taperoá (PB) para tratar da tuberculose.

1950

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Recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz.

1950

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Formou-se na Faculdade de Direito de Recife.

 

1949

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Escreveu a peça Os Homens de Barro, em três atos.

A primeira encenação da Barraca nordestina realizou-se em Recife, no Parque Treze de Maio. A Barraca inspirou-se no grupo teatral chamado La Barraca, de Frederico García Lorca, com a qual o autor espanhol e sua trupe mambembe circulavam levando o teatro pela região da Andaluzia. Assim como o grupo de Lorca o TEP buscava o intercâmbio com diferentes realidades  e realizava apresentações em praças públicas, presídios, orfanatos (…).

[RAMALHO, 2012, p. 11]

1948

Sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP).

06 de janeiro de 1948

Pediu Zélia em casamento.

Pedi a ela, só nós dois. Foi o dia mais importante da minha vida. [1]

20 de agosto de 1947

Conhece sua futura esposa, Zélia de Andrade [1]. O primeiro diálogo entre eles compõe o romance A História de Amor entre Fernando e Isaura:

– Você não se importa de me conhecer assim, sem ninguém para nos apresentar? – perguntou a custo;

E admirou-se ao ver a moça responder com a maior naturalidade.

– Não, não me importo! – disse ela, sorrindo com uma graça que tornava sua beleza ainda mais perturbadora.

1947

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Publicou Uma Mulher Vestida de Sol que foi sua primeira peça de teatro. O texto conquistou no ano seguinte o prêmio Nicolau Carlos Magno, do Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP), e somente em 1994 que o texto foi adaptado para a TV. [1]

13 de abril de 1946

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Foi fundado o Teatro do Estudante de Pernambuco. Este teve como fundadores vários alunos do Curso de Direito, dentre eles Hermilo Borba Filho com Gastão de Holanda, Joel Pontes, Aloísio Magalhães, Lula Cardoso Ayres, Aristóteles Soares, além de Ariano Suassuna que se propõe a combater tanto a mercantilização quanto o aburguesamento da arte [1]

1946

Entrou para a Faculdade de Direito do Recife, é nesse ano que conhece um grupo de artistas e intelectuais dentre eles Hermilo Borba Filho, Capiba, Aloísio Magalhães e Gastão de Holanda.

[SUASSUNA, 2014, p. 185]

07 de outubro de 1945

O primeiro poema foi Noturno, publicado no Jornal do Comércio de Recife, o autor considera a data como o marco inicial de sua vida literária.

[NEWTON JUNIOR, 1996, p. 27]

1945

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Termina os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Oswaldo Cruz. E, ainda no colégio, conhece o artista plástico Francisco Brennand, que ilustrou seus primeiros poemas [1].

1942

(…) E, eu confesso que ficava preocupado com essa história de a minha lealdade maior ser a Pernambuco ou a Paraíba, até que eu descobri uma maneira de resolver o meu problema. Me ocorreu então que a palavra Paraíba é feminina e Pernambuco masculina, então a partir daí eu passei a dizer que a Paraíba é meu Estado materno, e Pernambuco é meu Estado paterno! E foi por aí que eu consegui me libertar dessa dilaceração que desde os 15 anos me perturbava. [1]

1942

Dona Rita muda-se com toda a família para a capital pernambucana, onde os mais velhos já estavam estudando. [SUASSUNA, p. 10, 2012]

1939

Comecei a querer ser escritor aos 12 anos, quando fiz meu primeiro conto. Na época, era um assassino terrível. Quando não sabia o que fazer com um personagem, matava. [1]

1937

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Dona Rita decide vender a fazenda Acauhan para investir na educação dos filhos.

[SUASSUNA, 2012, p. 10]

Ariano, sobre sua mãe:

Ela foi muito forte. Usou luto a vida inteira mas não deixou a gente usar.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 20]

1935

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Ariano assiste sua primeira peça de mamulengos.

1934

Ouvi minha primeira cantoria aos sete anos de idade. Fui levado pelo meu irmão Lucas para a casa de um oficial da polícia que morava em Taperoá, onde estava presente um dos maiores cantadores que já houve no Nordeste: Antônio Marinho. Na minha primeira cantoria eu tive a sorte de ouvir essa figura mágica.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 33]

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Bastava que alguém dissesse ‘o circo chegou’ que começava a desencadear-se um estado de tensão poética dentro de mim.

[VICTOR; LINS, 2007, p. 27]

1933

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A família migra para Taperoá, também na Paraíba.

Foi nessa cidade que Ariano assistiu pela primeira vez um desafio de viola, uma das referências de sua produção teatral. [1]

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(…) Mas mataram meu pai. Desde esse dia,

Eu me vi, como cego sem meu guia,

Que se foi para o Sol, transfigurado.

Sua efígie me queima. Eu sou a presa.

Ele, a brasa que impele ao Fogo acesa,

Espada de Ouro em pasto ensanguentado. [1]

Encontrado no bolso do paletó de João Suassuna, era endereçado a sua esposa:

 

Se me tirarem a vida os parentes do presidente J. Pessoa, saibam todos os nossos que foi clamorosa a injustiça – eu não sou responsável, de qualquer forma, pela sua morte, nem de pessoa alguma neste mundo. Não alimentem, apesar disso, ideia ou sentimento de vingança contra ninguém. Recorram para Deus, para Deus somente. Não se façam criminosos por minha causa!

[VICTOR; LINS, 2007, p. 19]

09 de outubro de 1930

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Aos 3 anos, período da Revolução de 1930, seu pai João Suassuna foi assassinado. O motivo para o crime seria sua ligação política com João Dantas, acusado da morte de João Pessoa, ex-governador paraibano.

1928

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Com o fim do mandato de seu pai e tentando se afastar de inimigos políticos, a família se muda para a Fazenda Acauhan, no município de Aparecida, sertão paraibano. [1]

16 de junho de 1927

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Nasce no Palácio da Redenção, sede do governo estadual da Paraíba. Oitavo filho do total de nove de Rita de Cássia Dantas Vilas Suassuna e de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna, então presidente da província da Paraíba.

O menino se chamaria Pedro, mas o pai mudou de ideia após conhecer a história de Arius de Alexandria, um sacerdote e mártir dos primeiros tempos do cristianismo banido da Igreja por não aceitar integralmente os dogmas da Santíssima Trindade.

Referências

NEWTON JUNIOR, Carlos. O Pai, o Exílio e o Reino: a poesia armorial de Ariano Suassuna. Editora Universitária UFPE. Recife, 1999.

SUASSUNA, Ariano. A História do Amor de Fernando e Isaura. Editora José Olympio. Rio de Janeiro, 2012.

SUASSUNA, Ariano. Aula Magna. Editora Universitária UFPB. João Pessoa, 2007.

SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 2014.

SUASSUNA, Ariano. Romance D’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. Editora José Olympio. Rio de Janeiro, 2013.

VICTOR, Adriana; LINS, Juliana. Ariano Suassuna: um perfil biográfico. Editora Zahar. Rio de Janeiro, 2007.

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